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December 16, 2018 - BMW R 1200 GS Adventure

December 16, 2018 -  ?> | No comments | Motos

Como havia comentado no artigo anterior, depois da volta de Ushuaia eu resolvi trocar de moto, fazer um downgrade, de certa forma. Não que a Tex seja uma moto ruim, muito pelo contrário, ela é excelente! Mas eu decidi-me por não trocar de moto tão cedo e procurei por uma que me permitisse rodar mais de cem mil km sem preocupação. A BMW R 1200 GS Adventure tem uma quantidade enorme de motos no mundo e peças para ela, já que o modelo que comprei foi fabricado, nessa configuração, desde 2010, mas tendo como base o modelo fabricado em 2008.

Triumph Explorer 1200

Tex 1200
Triumph Explorer 1200

Comprei esta moto em janeiro de 2016, e a vendi em fevereiro de 2018. Fiquei dois anos e fiz um total de 31.982 km, duas viagens para Argentina e Chile e um Iron Butt! Ou seja, aproveitei muito bem. Fiz todas as revisões na concessionária, por causa da garantia, e não por que é melhor. Não tive problemas, apenas um recall (o do parafuso do apoio lateral), uma buzina em garantia, e uma junta na parte da transmissão e só. Eu havia reclamado que começou a vazar pelas juntas laterais do cabeçote, mas a fábrica negou a garantia, sabe-se lá por que motivo. Troquei apenas um jogo de pneu, já que os originais foram extremamente duráveis, veja Mitas E-08, e estes deram conta da viajem. O consumo dela era por volta dos 17~18 km/l. 

O que fica de lembrança dessa moto? O motor! E que motor. Tranquilidade o tempo todo, nem precisa baixar marcha para retomada de velocidade. É um foguete! Em altas velocidades eu a achei um pouco insegura, pois a frente fica muito leve e começa a passarinhar. Tirando isso, é sensacional. As novas, com mais eletrônica embarcada, ficaram melhor ainda!

Quilometragem final.

BMW R 1200 GS Adventure

BMW R1200 GS Adventure

Aqui começa um nova história: primeira comprada usada! Confesso que eu tinha muito medo de comprar uma moto usada, mas como este modelo não é mais fabricado, não havia outra solução. Esta moto é 2012, e foi comprada zero em dezembro, ou seja, é o último modelo das BMW refrigerada a ar. Também tive um empurrão de um fã de carteirinha, o Rodrigo da Idea-Pro, fabricante de malas de alumínio para big trails.

Peguei a moto com exatos 26.000 km, ou seja, menos rodada que a minha! Apesar de que com a idade dela, estar menos rodada nem sempre é bom como parece, mas no caso desta, ela estava até que bem, nem um problema mecânico, ou quedas. Tudo com sinal do tempo, já que não é nova. Veio com pneus meia-vida, Michelin Anakee III, banco baixo, que acabei ganhando um normal da concessionária, e bateria fraca, que acabei trocando por uma nova.

Na concessionária, e no livreto, estão marcadas as revisões, mas recentemente, ao trocar o filtro de ar, descobri que o mesmo era original! Então tirem suas conclusões a respeito de concessionária autorizada… Já revisei praticamente tudo, cardan inclusive, que está novíssimo, velas, fluidos do freio e embreagem, óleo da transmissão e da transmissão final. O único problema, descoberto muito tempo depois, é que o disco traseiro estava com a medida muito abaixo do limite de fábrica, que é de 4,5 mm. O disco estava com 2,6 mm! Para isto, após pesquisar os preços por aqui, importei via AliExpress, um da China, de excelente qualidade e preço justo. Coloquei ainda pastilhas da Brembo no disco novo. Se tivesse visto na compra certamente teria feito a concessionária trocar, mas quem imaginaria que uma moto com esta quilometragem estaria com o disco nessa situação? Acredito que o antigo proprietário tinha a mania de pilotar com o pé em cima do pedal, mesmo por que a GSA tem o sistema de ABS com acionamento do freio traseiro a partir do acionamento do freio dianteiro. Foi particularmente difícil se acostumar com isto, mas já estou bem mais confiante.

Este modelo, Adventure, vem com muita coisa boa: ABS, ESA (suspensão com regulagem eletrônica), ASC (controle de estabilidade e tração), RDC (Controle da pressão dos pneus), alarme e farol de neblina. O painel trás muita informação e avisa até de lâmpada queimada! Aliás, já tive de trocar uma durante uma viagem.

Voltando ao sistema de suspensão, o paralever e o telelever, é sensacional, pois a moto não mergulha em frenagens fortes, além de poder regular os modos normal, conforto e esporte, durante a pilotagem. Parado pode-se mudar a configuração para piloto, piloto e bagagem, e piloto mais garupa, neste caso subentende-se bagagem também. E a pilotagem é bem tranquila, o que me surpreendeu, pois a Tex em movimento parece uma bicicleta, mas a GSA é muito superior. Outra vantagem para quem viaja é a capacidade do tanque: 33 litros!

Também surpreende a proteção aerodinâmica, já que o parabrisa é grande e ainda têm os defletores laterais, além do grande tanque de combustível. Só molha se você parar em baixo da chuva! Enfim, viajar com ela é só prazer.

Recentemente troquei os pneus, que rodaram só comigo, 11.000 km, pelos Mitas E-08, já que em janeiro/19 vou viajar para a Argentina e Chile, e já conheço o desempenho destes pneus em viagem.

Enfim, foi uma troca muito boa. Já rodei muito com ela, até o momento 11.500 km e sinto-me muito satisfeito, já que é uma moto fácil de conduzir, mesmo com a sua largura lateral. Permite manobras seguras a baixa velocidade e na estrada é uma delícia.

O downgrade, de idade, não me preocupou, pois em termos de eletrônica e opcionais, a BMW R 1200 GS Adventure é mais completa. Vamos ver depois de uma grande viagem como ela se sai.

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